O meu amor pediu para falar do nosso amor. E do quanto é essencial que a gente esteja junto o tempo inteiro.
A nossa presença é de 200%. Que eu estou 100% com ela quando não estou com ela, porque sou todo ela, só penso nela e vivo por ela. E quando a gente está junto, a gente está junto mais 100%! Entendeu? Eu não entenderia se eu não fosse eu mesmo ou ela.
Aí eu pensei que falar do nosso amor é falar sobre algo superior ao próprio amor. Amor que a gente sente por pai e mãe, que tem na novela, que tem no livro e que a gente ouve falar no ponto de ônibus da menina que diz que vai cortar o pulso se aquele safado não voltar, é amor.
Porque o safado da menina que disse que vai cortar o pulso, se cansou dela porque ela não dava tempo para ele respirar. O amor dos outros se cansa no contato. O nosso amor maior que ele mesmo, aumenta no contato. Aumenta e se torna mais bonito quando se encosta. E a gente gosta de ficar suado de tão colado que a gente tá.
Eu beberia até o suor dela! E ela vai olhar pra mim e dizer: - "Por que até?!"
É até porque eu fui falar uma coisa e pensei em outra e saiu o até. Eu não sei direito o que eu pensei, mas sei que o suor dela é mais gostoso que Coca! E o motivo por que ela sua quando ela tá comigo só é tão gostoso quanto o próprio suor!
A nossa presença não vê mais qualidades. Porque quando se vê qualidade, se vê defeito também.
Por isso que se é dela, e se é ela, eu gosto. É tudo uma característica dela, que eu não tenho como não gostar.
Se meu pai está bravo, eu não gosto disso nele. Se o meu amor está brava, ela está brava e ela é assim e eu gosto e amo isso nela.
Não sei explicar.
Ela foi embora para Santos ontem e volta no sábado. E vai vir descendo devagarinho aquela escadinha e eu vou correndo para as nossas próximas melhores vinte e quatro horas do mundo.
Quando é sexta, e faltam vinte e quatro horas para o sábado, falta tanto tempo! E quando é sábado, e faltam apenas vinte e quatro horas para o domingo, é tão pouco!
Não é para entender. Nem dá para entender se não se vive isso.
Graças a deus a gente vive.
terça-feira, 8 de abril de 2008
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Um comentário:
E, na verdade, sei como é. Maldito fim de Semana que voa quando o nosso amor está perto, e ao mesmo tempo, Bendito, porque nosso amor está perto. Sei lá, complexo. Namorar quem mora longe é sofrido, mas não trocaria o sofrimento por alguém de perto.
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