quinta-feira, 19 de junho de 2008

Músicas com o nome mais bonito - Domingo no Parque

O meu amor tem esse belíssimo nome, o mais lindo de todos, por causa da música Domingo no Parque.

E de agora em diante, eu vou colocar no blog todas as músicas que tenham o nome do meu amor, Juliana.

Ainda bem que Juliana e João são só amigos. Senão eu emudecia todos os joães dessa música no mundo!

Domingo no parque

O rei da brincadeira - ê, José
O rei da confusão - ê, João
Um trabalhava na feira - ê, José
Outro na construção - ê, João

A semana passada, no fim da semana
João resolveu não brigar
No domingo de tarde saiu apressado
E não foi pra Ribeira jogar
Capoeira
Não foi pra lá pra Ribeira
Foi namorar

O José como sempre no fim da semana
Guardou a barraca e sumiu
Foi fazer no domingo um passeio no parque
Lá perto da Boca do Rio
Foi no parque que ele avistou
Juliana
Foi que ele viu

Juliana na roda com João
Uma rosa e um sorvete na mão
Juliana, seu sonho, uma ilusão
Juliana e o amigo João
O espinho da rosa feriu Zé
E o sorvete gelou seu coração

O sorvete e a rosa - ô, José
A rosa e o sorvete - ô, José
Oi, dançando no peito - ô, José
Do José brincalhão - ô, José

O sorvete e a rosa - ô, José
A rosa e o sorvete - ô, José
Oi, girando na mente - ô, José
Do José brincalhão - ô, José

Juliana girando - oi, girando
Oi, na roda gigante - oi, girando
Oi, na roda gigante - oi, girando
O amigo João - João

O sorvete é morango - é vermelho
Oi, girando, e a rosa - é vermelha
Oi, girando, girando - é vermelha
Oi, girando, girando - olha a faca!

Olha o sangue na mão - ê, José
Juliana no chão - ê, José
Outro corpo caído - ê, José
Seu amigo, João - ê, José

Amanhã não tem feira - ê, José
Não tem mais construção - ê, João
Não tem mais brincadeira - ê, José
Não tem mais confusão - ê, João

terça-feira, 17 de junho de 2008

Nós e o resto do mundo

Quando estamos juntos nós não precisamos de mais nada.
A não ser banho, comida, ar... cama!

Às vezes a gente pensa em ir no cinema. Mas aí ficamos pensando no tempo que a gente vai perder lá.
Muitas vezes ele pergunta se eu quero ir na rede galinha morta, uma loja de calçados que eu comentei que queria ir uma vez, pq ele quer me dar um. Embora eu goste bastante de sapatos, morro de preguiça de perder nosso tempo escolhendo um.
Então a gente sempre acaba assistindo filme que dá na tv mesmo. E a gente adora, mesmo os muito ruins!
Porque o filme ali é coadjuvante. No meio dele a gente conversa, ri e etc.

Também não costumamos ver outras pessoas. Porque a gente precisa demais ficar a sós.
Não que seja ruim quando estamos com outras pessoas.Com o nosso sobrinho, por exemplo, é uma delícia, e depois a gente fica horas lembrando dele e imitando o jeito que ele fala e faz!
O negócio é que ficamos juntos só final de semana ou feriado.
É muito pouco. Dá desespero.
Mas esses dias o André tava aqui e eu achei que seria legal fazer um social e jantar na mesa com a minha tia e minha mãe.
Confesso que quando é mãe e tia dá uma certa tensão.
Imagina só sendo a minha tia Helena (meu jeisuisi)!Triplica aí a tensão..
Mas tava tudo indo bem.
Aí minha tia resolveu falar, é claaaaaaaro!
Disse na nossa cara que quando via as fotos dele pensava "esse menino tem 14, 15 anos???" "é muito criança" ....
E não parou por aí, logo veio a confissão:
- Confesso que se eu não conhecesse minha sobrinha, se não soubesse que ela é extremamente exigente e que não namoraria um moleque. eu ficaria muito descontente!

Eu tive que apelar para ironia "que bom que minha tia aceitou a gente" falei.
Mas meu amor se empolgou e resolveu contar que a moça do trabalho dele achou um absurdo ele ficar noivo assim tão novo e perguntou se ele tinha 17 anos!
Ah, aí já era demais pra mim!
Eu disse: Ah, 17 anos não!
Minha tia: Claro que parece!
E eu: Não parece não, é mentira dele!
E ele: Juro!
Minha tia: Parece!
E eu: Porque ele faz essa cara de SONSO!
Ele: ... (cara de sonso)
Eu: Por que vc não me contou?
Ele: Eu só lembrei agora!
Eu: Não tem cara de 17!
Ele: Eu tb não acho!
Silêncio.
Mudança de assunto.
Sinal pra ir pro quarto.
Ele com o cu na mão.

Beijos.

Horas depois...
Ele: Eu adoro a sua idade.
Eu: Eu também adoro a minha idade e a sua não tem importância.

(L)

domingo, 15 de junho de 2008

Vesícula 6 - capítulo final

Foram 3 dias sem sentar, dormir ou respirar direito.
No terceiro dia o André chegou.
Veio com ele a primeira noite de sono tranquilo, o maior alívio da dor e também os melhores motivos pra sentir dor (a risada que ele me faz dar e que fez meus pontos quase explodirem, as cutucadas que ele me dava sem querer na barriga, o mau jeito que eu fiquei na cama e, e, e... ETCETERA!)

Ele veio e fez do meu dia o melhor dia da minha vida.
Disse que não é desses que só liga para a vesícula da mulher, e que vai me amar mesmo sem ela!
Disse que vai adorar as cicatrizezinhas dos pontos...
Mas não quis olhar os pontos do meu umbigo porque tem aflição!

Fim.

Vesícula 5

Eu disse para o André que ele é como um arco-íris em meio a tempestade.
E ele me disse que nosso amor é maior que a dor.
E é isso mesmo.

Vesícula 4

Foi muito ruim tirar a vesícula.
Não por apego, como meu benzinho, que dizia ainda antes de eu tirá-la:
- Já estou com saudade da sua vesiculazinha...
E alisava meu abdome.
Enfim!
Foi ruim porque foi um pós-operatório surpreendentemente doloroso. Quase insuportável.
Mas nada é insuportável quando se tem um amor de muito!

Eu ouvia ele ligar toda hora pra minha mãe.
Até ouvi minha mãe comentar com a Carol "coitado do André, ele fica tão preocupado".
E eu lembrava, no meio daquela dor intensa, a sorte que eu tenho!

Na primeira vez que consegui levantar minha mãe foi logo dizendo para eu ligar pra ele porque ele tava preocupado e porque ela disse que eu ligaria para ele.
E eu fiquei extremamente mal humorada!
Mal humorada porque ela não precisa NUNCA me lembrar de ligar para ele!
Porque eu sou a primeira a não querer vê-lo preocupado...
Porque eu não liguei porque eu não conseguia falar, obviamente, e principalmente porque eu sei que ele sabe disso tudo.

E quando eu consegui falar com ele a primeira vez ele disse que tudo aquilo ia passar logo.
E eu disse que eu sei.
Mas não tive força pra dizer que mesmo se demorasse muito eu aguentaria... Por ele!
Pelo André.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Amor sem vesícula #3

Hoje de noite eu liguei pro meu amor sem muitas pretensões de falar com ela. (Mentira) Queria saber da mãe dela como que meu amor estava se passando, se tinha novidade, e se estava tudo bem. (Claro que estava)

A mãe dela atendeu talvez um pouco cansada de me ouvir ligar de novo. (Modéstia) Percebi que a voz dela estava um pouco ansiosa, porque dessa vez alguma coisa diferente poderia acontecer. Eu percebi também que ela ia falar pouquinho e passar para alguém.

Meu coração parecia que ia explodir. (Amor de muito é pouco)

Meu amorzinho atendeu com aquela voz molinha que só ela sabe ter e disse algumas coisinhas que eu me esforcei muito para ouvir. E as ouvi todas direitinho. (Eu pedi para repetir algumas)

Ela disse para eu dormir bem, e nessa hora se eu pudesse e tivesse mais tempo, diria para ela que ela é que tinha que dormir bem, e que não precisaria se preocupar comigo. (Ainda bem que não disse, porque seria inútil: ela sempre se preocupa comigo)

Enfim. O importante era dizer que eu a amo muito, muito, muito, que só penso nela, e que a dor vai passar o mais rápido possível. (Coisas que ela já sabe)

Faltou falar que a minha mãe conseguiu comprar o Billy do Mclanche feliz. (A novidade)

Amor sem vescíula #2

No instante em que meu amor retirou a vesícula, eu senti uma grande pontada. (Esse é um blog de amor, mas eu juro que a pontada não foi no coração.)

Foi na vescíula, mesmo!

Porque se meu amorzinho estava anestesiada, eu não estava.

Foi na vesícula do meu amorzinho que saía de nós dois.

Agora nós funcionaremos somente com uma vesícula. Creio que não teremos problemas, já que não iremos tanto ao Mcdonalds. E talvez até a nossa pizza seja fracionada.

Minha vesícula agora funciona por dois. E ela, a minha vesícula, já sabe muito bem, porque não é minha: é nossa!

Um amor sem vesícula

Quero inventar uma prece que converta todas as preces numa só, na minha prece.

No começo, os índios ficariam bravos. Eles precisavam tanto da chuva, e eu roubei a dança deles a meu favor. O padre que passou a vida toda sem comer ninguém, também ia ficar puto. "Não comi ninguém e ele roubou a minha prece!"

- Roubei, seu padre.

Mas você vai entender depois. Não é uma prece para grandes revoluções, grandes chuvas ou grandes tsunamis.

É uma prece que dê o efeito de um carinho. De um grande carinho. Do carinho que eu daria no meu amor se estivesse presente naquele quartinho de hospital que deve estar escuro a essa hora.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Post de duas linhas

Se eu não fosse eu ou meu amor, além de ser uma pessoa frustrada e triste, ficaria sempre com a dúvida: Por que eles escrevem ops sem o s, no singular? Foi um erro de digitação de Juliana, que eu tirei sarro e a gente resolveu adotar.

A Juliana sempre acerta. Quando ela acha que erra, foi porque acertou sem querer!

Nosso primeiro pum

Uma vez eu li, deve ter sido num texto meu, que só devemos confiar em pessoas que soltam pum.

Eu nunca vi meu benzinho soltar pum, mas ela nunca negou. Porque ela sabe que, se negasse, eu acreditaria. Eu continuaria acreditando nela intactamente, mas eu ficaria constantemente preocupado e frustrado por ela, já que ela não sentiria jamais o alívio e o prazer de se soltar um pum; e isso pode causar problemas intestinais.

Bem, não importa.

O que importa é que há uns dois ou três finais de semana, eu e meu benzinho estávamos deitados conversando. Nós ríamos, eu puxava o cabelo do meu amor sem querer, eu parava para ver o que estava passando na televisão - ao que meu amor parava de falar no assunto, e só voltava depois de muita insistência - enfim, essas coisas - por que eu não disse simplesmente "conversa vai, conversa vem"?

Quando em cinco, quatro, três, dois, um, aconteceu uma coisa muito incrível: Soltei um pum barulhento!

Aí teve um segundo e meio em que eu tive inúteis esperanças de que meu benzinho não ouvisse; e que meu benzinho cogitava se podia disfarçar. depois disso, nós dois riiiiiiiiimos! Eu virei para o lado esquerdo, e ela veio em minha direção. Eu fiquei com muita vergonha por mais três segundos. No quatro segunda, sabe o que eu sentia?

Eu sentia orgulho de ter soltado um pum na frente do meu amor! Acho que é sinal de virilidade.