sábado, 20 de dezembro de 2008

30 anos

Finalmente eu fiz 30 anos!

Desde pequena, sempre sonhei com meus 30 anos. Achava a idade linda porque meus pais eram o máximo para mim, e era essa mais ou menos a idade que eles tinham: Trinta e poucos anos. Achava que finalmente seria feliz aos trinta. Que acabariam as angústias e tudo seria tranqüilo e fácil. Que eu enfrentaria tudo com maturidade.

Quando eu fiz 20 e poucos, comecei a desconfiar que as coisas não eram bem assim. Meus pais já tinham mais de 30 e poucos, e eu já tinha idade para perceber todos os defeitos deles e as frustrações que eles tinham. E vi principalmente que eles já não eram o máximo.

Quanto mais eu me aproximava dos 30, mais percebia que a minha vida não ia mudar. Percebia em mim, percebia nos outros, percebia em tudo. "TUDO SÓ PIORA!"

A minha maior ambição passou a ser não me tornar um poço de frustrações. Eu só pensava, se eu fosse mais rica, será que seria melhor? Se eu fosse mais magra?

Não tinha jeito. O mundo seria sempre o mesmo, só que mais velho. Piorado.

Aí eu conheci o André, numa idade em que eu não queria chegar aos 30; numa idade em que eu não queria nada.

E nem se eu ganhasse na loteria ou virasse uma Gisele Bundchen eu seria mais realizada do que com ele.

(Ele já é rico e me deu uma esteira)

Eu fiz 30, graças a deus, e a vida é linda, mesmo quando tudo ao meu redor não é, mesmo quando tudo parece invisível. Por causa dele.

E nem nos meus sonhos mais lindos de infância ou toda a expectativa da adolescência superou a realidade que são os meus 30 anos.

Com o André.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Fica até quinta?

Eu sou de São Paulo e meu amor, de Santos.

É do Guarujá, mas lá tudo é tudo Santos.

Guarujá, Praia Grande, São Vicente. Tudo Santos.

MENTIRA!

Ela detesta que eu diga que São Vicente e Santos são a mesma coisa.

Acontece que por morarmos meio longe, é nos finais de semana que nos vemos.

No começo, ela vinha sábado e voltava para Santos no domingo ao meio dia. Depois, ela vinha sábado e voltava para Santos às 21:00.

Aí ela teve a pedra na vesícula, e não podia ficar viajando assim. Então eu que passei a ir para lá, e acabei ficando na casa dela.

No começo eu ia no sábado. Depois passei a ir sexta, para ganharmos um dia!

Ia sexta e voltava domingo.

Mas ela começou a pedir:

- Fica até amanhã de manhã?

Eu achava que não, porque acabaria perdendo aula!

- Você quer que eu pegue DP?! - eu chantageava.

Aí ela começou a ficar brava com isso. Uma vez, antes de eu operar, ela até chorou por eu pegar o ônibus das 20:45! Coitadinha! Eu achava que ela não tinha razão, que não tinha cabimento ficar até o dia seguinte, ora pois.

Até que fiquei uma vez e foi uma delícia ganhar um dia com meu amor.

E ela tinha toda a razão.

Como que eu deixava ela chorando? Não sei!

Hoje em dia vou sexta e volto segunda de manhã.

Para tirar sarrinho, eu digo baixinho no ouvido dela:

- Fica até quinta?

E ela riiiiiiiii. E fica pedindo para parar:

- Hahahahaha, pára, amor! Não tem graça, hahahahahahaha, pára!

Bezerrão

Meu amor chegou aos 30 anos.

Quando a conheci, ela tinha 27. E eu achava essa idade tão linda!

27! E eu tinha, fala baixinho:

- 19.

Ela dizia brincando que era para eu esperar fazer 21, que era muito novo, coisa e tal! Novo, eu sou até hoje. Mas ela gosta de mim, fazer o quê?

Porque sou maduro e imbecil, criança e adulto, cretino e lindo, bruto e fofo, delicado e nojento. E é assim que ela gosta de mim.

Uma vez eu disse pra ela, e acho que é verdade. Que se eu e ela tivéssemos a minha idade, ela me acharia infantil!

Acontece que somos muito simples. E conseguimos ser exatamente o que somos. O que somos sem idade, nem nada. Só o que somos.

Mas ela fez 30.

Trinta anos em vinte e três de novembro de 2008.

Era preciso um presente a altura, poxa vida.

Eu adoro dar presentes ao meu amor. Volta e meia dou um presentinho pra ela.

Aconteceu, porém, que bem no aniversário eu não sabia o que dar! Foi então que eu entrei na Imaginarium e comprei para ela um bulldog cofrinho. Sem olhos.

Eu tinha certeza que ela iria amar, já que adoramos bulldog.

Era para entregar no dia 23, domingo, mas como era feriado, estávamos juntos já na quarta-feira. Quando ela viu que era da Imaginarium, já torceu o narizinho lindo.

E quando viu o bulldog, não acreditou.

Ela odiou o presente, e disse que era para eu trazer de volta.

Foi a coisa mais linda.

Era dia de jogo do Brasil no estádio Bezerrão. E esse virou o nome dele:

- Bezerrão.

Eu não trouxe de volta, e ela já se apegou ao cachorrinho que não serve para nada. Só para vigiar a porta.

Eu queria ser perfeito

Agora eu parei com essa mania, mas sempre quando eu e meu amor discutíamos, eu dizia para ela:

- Amor, eu queria ser perfeito!

Nas primeiras vezes deu um bom efeito, porque ela ficava com dó e vinha logo dando beijinhos. Mas como eu não sei nunca a hora de parar, ao contrário dos beijinhos, ela foi me ironizando quando eu falava isso.

- Pára de falar que você queria ser perfeito!

E depois eu falava para brincar mesmo.

Acontece que isso é uma frase falsa.

Eu sou perfeito.

Porque para ser amado tanto assim pela Juliana, só alguém perfeito!

O tropicão

A Juliana anda na rua como se não fosse o que é.

Como se não fosse a melhor pessoa dos mundos, como se não fosse um tesão, como se todo mundo não olhasse só para ela, como se o mundo não existisse só porque ela existe, como se não andasse lindamente, como se ela não fosse ela.

Um dia ela tropeçou. Olhou para os lados e ficou aliviada, como se ninguém a estivesse olhando.

É CLARO QUE TODO MUNDO OLHA PARA VOCÊ, MEU AMOR!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

3 de novembro

Por que hoje é dia 3 de novembro eu quero muito postar aqui.
Mas não sei como falar desta data sem contar sobre ela. E não quero contar!
Eu pedi pro André postar. Mas ele está sem internet. E tinha que ser hoje.
Então o que dizer?

Não sei.
A gente não tem muito essa coisa de data.
Não sabe bem quando tudo começou pq tudo sempre existiu.
Mas dia 3 de novembro foi mágico, surreal, incrível e indescritível.
Como é minha vida com o André, que escreveria coisas lindas sobre essa data.
Eu não.
Mas eu vivo todas essas coisas, graças a ele...
Ah, o André...
André!



Obrigada, André!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Comida do meu amor

Eu tenho um trilhão de motivos para amar meu amor. O cabelinho, a mãozinha, a pintinha, as unhinhas...

Mas hoje eu quero falar sobre a alimentação. Ou melhor: sobre como meu amor me proporciona alimentos muito mais gostosos!

Porque comer no burger king é gostoso; comida caseira também é gostosa. Assim como as comidas todas bem preparadas que vemos pelo mundo. Mass a comida do meu benzinho...

Sabe aquele arroz que você já comeu? O melhor de toda sua vida. Pois meu amor faz um arrozinho melhor do que esse pra mim sem o menor esforço! Eu nunca prestei atenção pra arroz antes de comer o arroz do meu amor. Porque os outros arrozes são complemento; o do meu amor é tão gostoso, tão soberbo, que tem o caráter próprio! O arroz do meu amor pode ser comido separadamente.

E a lazanha? Ela prepara a lazanha de um jeito perfeito. Tudo bem que as avós do mundo podem cozinhar bem. Mas meu amor cozinha bem demais, gostoso demais. Dizem que amor faz diferença na cozinha. O amor do meu amor faz tanta diferença, que parecem outras comidas. Lazanha do meu amor é outra lazanha. Quem inventou a lazanha não imaginaria que ficaria tão gostosa quanto as lazanhas do meu amor.

Ela faz a comida devagarinho, olhando pra comida, reclamando que eu atrapalho. Aí põe no fogo, ai!

É meia noite agora e eu já sinto tanta fome. Não tem fome maior do que a que eu sinto quando tenho saudade.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Nós e as olímpiadas

Meu amor virou pra mim e disse que essa foi a olimpíada que ele menos acompanhou.
E ele é desses que assiste até maratona!
Mas o amor têm dessas coisas mesmo. Aliena a gente e deixa tudo menos importante. Ou deixa tudo como tudo sempre foi - bem pequenininho. Só nos importávamos antes pq não tínhamos um ao outro.

Mas enfim!
Ficamos contentes com as 3 medalhas de ouro do Brasil e só lamentamos uma medalha de ouro perdida - a da seleção masculina de vôlei.
Não pq queríamos mais um ouro para o Brasil, mas pq ELES não mereciam perder!
E choramingamos vários "coitados" e "que merda!"

E trocaríamos todas as medalhas possíveis por uma de ouro no futebol masculino!
Mas sabemos que o que importa MESMO é a copa do mundo. E copa do mundo, meus queridos, nem a China, nem os Estados Unidos tem!

Mas feliz mesmo sou eu, que tenho o André!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

A Saudade

Encontrar meu amor é quase um sofrimento. Só não é de fato sofrimento porque a alegria não me deixa perceber.

É assim.

Eu a vejo e fico zonzo, de tanta saudade que eu sentia. E no terceiro segundo já percebo que sentia saudades que eu não sabia.

Por exemplo.

Eu não sabia que sentia saudades do jeito que ela abre o portão, de como ela solta a minha mão na frente do pai, de quando ela desvia meus beijos. E de outras coisas que eu não sei agora e só vou perceber quando a encontrar.

Porque toda saudade que sinto não é toda saudade que percebo que sinto.

É sempre um sofrimento de dois dias. O sofrimento de tirar a força todas as saudades. Como o cocô tem o cu e saudade não tem seu próprio membro de escape?

Eu vou tirando a saudade e jogando tudo em um canto, no quarto do meu amor. Aí, quando vou embora - eu sempre vou depressa - jogo tudo dentro de mim de novo. Coisas que só percebo na hora de tirar, na semana seguinte.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Músicas com o nome mais bonito - Domingo no Parque

O meu amor tem esse belíssimo nome, o mais lindo de todos, por causa da música Domingo no Parque.

E de agora em diante, eu vou colocar no blog todas as músicas que tenham o nome do meu amor, Juliana.

Ainda bem que Juliana e João são só amigos. Senão eu emudecia todos os joães dessa música no mundo!

Domingo no parque

O rei da brincadeira - ê, José
O rei da confusão - ê, João
Um trabalhava na feira - ê, José
Outro na construção - ê, João

A semana passada, no fim da semana
João resolveu não brigar
No domingo de tarde saiu apressado
E não foi pra Ribeira jogar
Capoeira
Não foi pra lá pra Ribeira
Foi namorar

O José como sempre no fim da semana
Guardou a barraca e sumiu
Foi fazer no domingo um passeio no parque
Lá perto da Boca do Rio
Foi no parque que ele avistou
Juliana
Foi que ele viu

Juliana na roda com João
Uma rosa e um sorvete na mão
Juliana, seu sonho, uma ilusão
Juliana e o amigo João
O espinho da rosa feriu Zé
E o sorvete gelou seu coração

O sorvete e a rosa - ô, José
A rosa e o sorvete - ô, José
Oi, dançando no peito - ô, José
Do José brincalhão - ô, José

O sorvete e a rosa - ô, José
A rosa e o sorvete - ô, José
Oi, girando na mente - ô, José
Do José brincalhão - ô, José

Juliana girando - oi, girando
Oi, na roda gigante - oi, girando
Oi, na roda gigante - oi, girando
O amigo João - João

O sorvete é morango - é vermelho
Oi, girando, e a rosa - é vermelha
Oi, girando, girando - é vermelha
Oi, girando, girando - olha a faca!

Olha o sangue na mão - ê, José
Juliana no chão - ê, José
Outro corpo caído - ê, José
Seu amigo, João - ê, José

Amanhã não tem feira - ê, José
Não tem mais construção - ê, João
Não tem mais brincadeira - ê, José
Não tem mais confusão - ê, João

terça-feira, 17 de junho de 2008

Nós e o resto do mundo

Quando estamos juntos nós não precisamos de mais nada.
A não ser banho, comida, ar... cama!

Às vezes a gente pensa em ir no cinema. Mas aí ficamos pensando no tempo que a gente vai perder lá.
Muitas vezes ele pergunta se eu quero ir na rede galinha morta, uma loja de calçados que eu comentei que queria ir uma vez, pq ele quer me dar um. Embora eu goste bastante de sapatos, morro de preguiça de perder nosso tempo escolhendo um.
Então a gente sempre acaba assistindo filme que dá na tv mesmo. E a gente adora, mesmo os muito ruins!
Porque o filme ali é coadjuvante. No meio dele a gente conversa, ri e etc.

Também não costumamos ver outras pessoas. Porque a gente precisa demais ficar a sós.
Não que seja ruim quando estamos com outras pessoas.Com o nosso sobrinho, por exemplo, é uma delícia, e depois a gente fica horas lembrando dele e imitando o jeito que ele fala e faz!
O negócio é que ficamos juntos só final de semana ou feriado.
É muito pouco. Dá desespero.
Mas esses dias o André tava aqui e eu achei que seria legal fazer um social e jantar na mesa com a minha tia e minha mãe.
Confesso que quando é mãe e tia dá uma certa tensão.
Imagina só sendo a minha tia Helena (meu jeisuisi)!Triplica aí a tensão..
Mas tava tudo indo bem.
Aí minha tia resolveu falar, é claaaaaaaro!
Disse na nossa cara que quando via as fotos dele pensava "esse menino tem 14, 15 anos???" "é muito criança" ....
E não parou por aí, logo veio a confissão:
- Confesso que se eu não conhecesse minha sobrinha, se não soubesse que ela é extremamente exigente e que não namoraria um moleque. eu ficaria muito descontente!

Eu tive que apelar para ironia "que bom que minha tia aceitou a gente" falei.
Mas meu amor se empolgou e resolveu contar que a moça do trabalho dele achou um absurdo ele ficar noivo assim tão novo e perguntou se ele tinha 17 anos!
Ah, aí já era demais pra mim!
Eu disse: Ah, 17 anos não!
Minha tia: Claro que parece!
E eu: Não parece não, é mentira dele!
E ele: Juro!
Minha tia: Parece!
E eu: Porque ele faz essa cara de SONSO!
Ele: ... (cara de sonso)
Eu: Por que vc não me contou?
Ele: Eu só lembrei agora!
Eu: Não tem cara de 17!
Ele: Eu tb não acho!
Silêncio.
Mudança de assunto.
Sinal pra ir pro quarto.
Ele com o cu na mão.

Beijos.

Horas depois...
Ele: Eu adoro a sua idade.
Eu: Eu também adoro a minha idade e a sua não tem importância.

(L)

domingo, 15 de junho de 2008

Vesícula 6 - capítulo final

Foram 3 dias sem sentar, dormir ou respirar direito.
No terceiro dia o André chegou.
Veio com ele a primeira noite de sono tranquilo, o maior alívio da dor e também os melhores motivos pra sentir dor (a risada que ele me faz dar e que fez meus pontos quase explodirem, as cutucadas que ele me dava sem querer na barriga, o mau jeito que eu fiquei na cama e, e, e... ETCETERA!)

Ele veio e fez do meu dia o melhor dia da minha vida.
Disse que não é desses que só liga para a vesícula da mulher, e que vai me amar mesmo sem ela!
Disse que vai adorar as cicatrizezinhas dos pontos...
Mas não quis olhar os pontos do meu umbigo porque tem aflição!

Fim.

Vesícula 5

Eu disse para o André que ele é como um arco-íris em meio a tempestade.
E ele me disse que nosso amor é maior que a dor.
E é isso mesmo.

Vesícula 4

Foi muito ruim tirar a vesícula.
Não por apego, como meu benzinho, que dizia ainda antes de eu tirá-la:
- Já estou com saudade da sua vesiculazinha...
E alisava meu abdome.
Enfim!
Foi ruim porque foi um pós-operatório surpreendentemente doloroso. Quase insuportável.
Mas nada é insuportável quando se tem um amor de muito!

Eu ouvia ele ligar toda hora pra minha mãe.
Até ouvi minha mãe comentar com a Carol "coitado do André, ele fica tão preocupado".
E eu lembrava, no meio daquela dor intensa, a sorte que eu tenho!

Na primeira vez que consegui levantar minha mãe foi logo dizendo para eu ligar pra ele porque ele tava preocupado e porque ela disse que eu ligaria para ele.
E eu fiquei extremamente mal humorada!
Mal humorada porque ela não precisa NUNCA me lembrar de ligar para ele!
Porque eu sou a primeira a não querer vê-lo preocupado...
Porque eu não liguei porque eu não conseguia falar, obviamente, e principalmente porque eu sei que ele sabe disso tudo.

E quando eu consegui falar com ele a primeira vez ele disse que tudo aquilo ia passar logo.
E eu disse que eu sei.
Mas não tive força pra dizer que mesmo se demorasse muito eu aguentaria... Por ele!
Pelo André.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Amor sem vesícula #3

Hoje de noite eu liguei pro meu amor sem muitas pretensões de falar com ela. (Mentira) Queria saber da mãe dela como que meu amor estava se passando, se tinha novidade, e se estava tudo bem. (Claro que estava)

A mãe dela atendeu talvez um pouco cansada de me ouvir ligar de novo. (Modéstia) Percebi que a voz dela estava um pouco ansiosa, porque dessa vez alguma coisa diferente poderia acontecer. Eu percebi também que ela ia falar pouquinho e passar para alguém.

Meu coração parecia que ia explodir. (Amor de muito é pouco)

Meu amorzinho atendeu com aquela voz molinha que só ela sabe ter e disse algumas coisinhas que eu me esforcei muito para ouvir. E as ouvi todas direitinho. (Eu pedi para repetir algumas)

Ela disse para eu dormir bem, e nessa hora se eu pudesse e tivesse mais tempo, diria para ela que ela é que tinha que dormir bem, e que não precisaria se preocupar comigo. (Ainda bem que não disse, porque seria inútil: ela sempre se preocupa comigo)

Enfim. O importante era dizer que eu a amo muito, muito, muito, que só penso nela, e que a dor vai passar o mais rápido possível. (Coisas que ela já sabe)

Faltou falar que a minha mãe conseguiu comprar o Billy do Mclanche feliz. (A novidade)

Amor sem vescíula #2

No instante em que meu amor retirou a vesícula, eu senti uma grande pontada. (Esse é um blog de amor, mas eu juro que a pontada não foi no coração.)

Foi na vescíula, mesmo!

Porque se meu amorzinho estava anestesiada, eu não estava.

Foi na vesícula do meu amorzinho que saía de nós dois.

Agora nós funcionaremos somente com uma vesícula. Creio que não teremos problemas, já que não iremos tanto ao Mcdonalds. E talvez até a nossa pizza seja fracionada.

Minha vesícula agora funciona por dois. E ela, a minha vesícula, já sabe muito bem, porque não é minha: é nossa!

Um amor sem vesícula

Quero inventar uma prece que converta todas as preces numa só, na minha prece.

No começo, os índios ficariam bravos. Eles precisavam tanto da chuva, e eu roubei a dança deles a meu favor. O padre que passou a vida toda sem comer ninguém, também ia ficar puto. "Não comi ninguém e ele roubou a minha prece!"

- Roubei, seu padre.

Mas você vai entender depois. Não é uma prece para grandes revoluções, grandes chuvas ou grandes tsunamis.

É uma prece que dê o efeito de um carinho. De um grande carinho. Do carinho que eu daria no meu amor se estivesse presente naquele quartinho de hospital que deve estar escuro a essa hora.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Post de duas linhas

Se eu não fosse eu ou meu amor, além de ser uma pessoa frustrada e triste, ficaria sempre com a dúvida: Por que eles escrevem ops sem o s, no singular? Foi um erro de digitação de Juliana, que eu tirei sarro e a gente resolveu adotar.

A Juliana sempre acerta. Quando ela acha que erra, foi porque acertou sem querer!

Nosso primeiro pum

Uma vez eu li, deve ter sido num texto meu, que só devemos confiar em pessoas que soltam pum.

Eu nunca vi meu benzinho soltar pum, mas ela nunca negou. Porque ela sabe que, se negasse, eu acreditaria. Eu continuaria acreditando nela intactamente, mas eu ficaria constantemente preocupado e frustrado por ela, já que ela não sentiria jamais o alívio e o prazer de se soltar um pum; e isso pode causar problemas intestinais.

Bem, não importa.

O que importa é que há uns dois ou três finais de semana, eu e meu benzinho estávamos deitados conversando. Nós ríamos, eu puxava o cabelo do meu amor sem querer, eu parava para ver o que estava passando na televisão - ao que meu amor parava de falar no assunto, e só voltava depois de muita insistência - enfim, essas coisas - por que eu não disse simplesmente "conversa vai, conversa vem"?

Quando em cinco, quatro, três, dois, um, aconteceu uma coisa muito incrível: Soltei um pum barulhento!

Aí teve um segundo e meio em que eu tive inúteis esperanças de que meu benzinho não ouvisse; e que meu benzinho cogitava se podia disfarçar. depois disso, nós dois riiiiiiiiimos! Eu virei para o lado esquerdo, e ela veio em minha direção. Eu fiquei com muita vergonha por mais três segundos. No quatro segunda, sabe o que eu sentia?

Eu sentia orgulho de ter soltado um pum na frente do meu amor! Acho que é sinal de virilidade.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

O ronco

O André sempre foi de roncar um pouquinho, mas ultimamente seu ronco aumentou muito. Tá mais alto, mais profundo, mas forte... sei lá!
(Amor, a culpa dos detalhes é da bicha do wilde. Mas ele não tem culpa de meu vocabulário pobre em adjetivos..)

No dia que o André roncou alto assim eu chacoalhava ele e dizia:
- Amoooooooor, vc tá roncando muito alto!

Ele meio que abria os olhinhos e parava de roncar.
Mas alguns minutos depois voltava tudo de novo.
Aí eu chacoalhava ele e dizia:
- Tá roncando assim por que tá muito cansado, amor?
Ou:
- Vira pra lá, vira, amor!

E ele parava e depois voltava a roncar.

Foi assim algumas noites.
E em algumas delas eu ficava mais brava com o ronco. Empurrava ele e dizia:
- André! André!!!! Vc tá roncando demaaaaaaaaais!
E ele parava. E quando voltava eu quase gritava:
- Andréééééééé! Eu acordei com o barulho do seu ronco!!!!!!!!!!

E eu ainda ficava reclamando durante o dia.
Ele não lembrava de nada nunca.

Aí um dia ele dormiu primeiro e eu continuei vendo tv.
E começou aquele ronco.
Eu, sem a intenção de dormir, fiquei olhando e achando engraçado.
Depois de achar engraçado comecei a sentir uma imensa ternura.
Ele dormindo como um anjinho e roncando como um porco!
Todo indefeso... Mas como é lindo!
E amei aquele ronco.
Dei beijinhos e carinho nele dormindo.
Ele meio que acordou (mas aposto que não lembra) dizendo "eu te amo" me abraçando e repetindo que me amava.
Me abraçou mais forte como ele faz a noite inteira.
Eu desliguei a tevê. E ele não roncou mais o resto da noite.

Agora, quando ele ronca, eu faço carinho e digo que o amo. Ele responde dormindo, me beija, me abraça mais forte e não volta a roncar!

Vírus

É com prazer que eu pego a sua gripe, Ursinho!
E descubro que até a gripe, que veio de ti, eu amo.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Teoria do Guarda-Chuva

A teoria do guarda-chuva começou quando meu benzinho tava no hospital por causa de uma pedra. Na vesícula. Ela estava tão tristinha, e eu fui vê-la no sábado. E passamos momentos tão lindos e gostosos, que nem parecia que estávamos no hospital. E nem parecia que tinha uma pedra. Na vesícula do meu benzinho. Por isso é a teoria do guarda-chuva: a gente fica junto e nada atinge a gente, nem chuva!

Op! A teoria do guarda-chuva começou antes da gente saber que ela existiria, e começou quando chovia na Avenida Paulista. Mas chovia muito. E o nosso guarda-chuva é para uma só pessoa. Aí, nessa chuva, ou se molhava meu benzinho, ou eu me molhava. Eu, é claro, queria me molhar no lugar dela; e ela não queria que eu me molhasse. Mas eu abracei meu amor por trás, e fomos andando juntos sem tomar chuva enquanto todos olhavam para nós. Eu disse no ouvido dela:

- A gente é tão lindo! Se eu fosse uma daquelas pessoas, tiraria uma foto!

Ah, não! A teoria do guarda-chuva começou mesmo quando, saindo do Mcdonald's da Paulista com meu amor, vimos um moço vendendo guarda-chuva. Eu perguntei quanto era. Tinha o de 5 e o de 10. Meu benzinho comprou o de 10. E eu elogiei:

- Que bom que você escolheu de dez, meu benzinho. Porque o de cinco era muito porcaria!

Aí ela me disse que não escolheu o de 10 porque o de cinco devia ser porcaria. Ela escolheu o de 10 porque tinha ouvido o moço dizer que era vinte e 5. Mas a gente não se importou e riu. Eu ri mais do que ela, porque achei muito, muito engraçado, enquanto ela queria pular para o outro assunto.

O guarda-chuva que a gente escolheu era vermelho, e só podia ser vermelho.

(A gente tem duas cores: o vermelho e o verde. Só que o vermelho é mais que o verde porque eu e meu amor somos um pouco assim: Eu adoro obedecer e ela adora que eu obedeça. Isso não é submissão, é só um jeitinho gostoso de amar. O verde virou um pouco menos a nossa cor depois que eu falei que a gente lembrava a Portuguesa!)

Ah, não! Mas não começou aí a história.

Foi quando tomamos uma chuva besta porque estávamos sem guarda-chuva. E desde esse dia nós pensamos: PRECISAMOS DE UM GUARDA-CHUVA só nosso!

Mas também, um pouco antes, quando a gente se conheceu, eu estava com um guarda-chuva no bolso!

Mas a teoria do guarda-chuva começou mesmo foi antes de a gente se conhecer. Ou melhor: não começou, assim como existiram todas as coisas que importam: não tem começo e nem vai ter fim, porque sempre existiu.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Corpus Christi

Ai ai!
Vou ficar a semana inteira pensando no feriado.
O melhor feriado da minha vida.. como são todos os dia que eu passo com o André.
E não é só porque ele me faz feliz.
Os dias que fico triste na companhia dele também são os melhores.

E a gente sempre fala em como tudo é tão bom. E em como a gente se sente feliz juntos!
E ele sempre fala que se eu não o fizesse feliz ele me amaria do mesmo jeito.
E é assim comigo também.

Eu te amo em tudo, André!
Acordado ou dormindo. Quando vc é irritante. Quando vc faz aquilo que eu não gosto com o nariz. Quando vc me beija e me dá carinho. Quando vc puxa meu cabelo sem querer. Quando vc faz porquinho no meu nariz. Quando fala besteira e me faz rir. Quando fala besteira e me faz chorar. Quando enche o saco por causa do palmeiras. Quando corta meu assunto por causa do palmeiras. Quando baba em mim. Quando responde minhas perguntas com mais umas 10 perguntas. Quando me acorda com seu ronco. Quando me acorda com beijos. Quando não acorda com meus beijos. Quando deixa escapar o pum na minha frente. Quando fica dizendo que fui eu que soltei. Quando esconde a carinha fingindo vergonha e quando fica com vergonha mesmo. Quando é sem-vergonha. Quando me dá flores. Quando esquece meu chinelo ou de lavar os talheres...
Eu te amo, André.
Na alegria e na tristeza. Na saúde e na doença.
E para sempre.

Amém!

DECLARAÇÃO DE AMOR DO DIA

Já contei aqui algumas vezes sobre a agenda que o André me deu com uma declaração de amor por dia.
Mas eu gosto de contar sobre essa agenda.
É assim, eu escolho uma declaração de amor (sem olhar) de várias que ele faz e me dá por semana.
Às vezes ele não se contém e me manda mais declarações por mensagens ou e-mail.
Mas a verdade é que tudo que ele faz é uma declaração de amor.
É amor demais e de muito.
Não cabe na gente e nem nos dias dos anos todos nem da eternidade.
É como a declaração que eu peguei hoje e por isso resolvi postar aqui:


"Se a aliança fosse do tamanho do nosso amor, o nosso dedo teria que ser também do tamanho do nosso amor, a nossa mão também, o braço, o corpo todo. Mas aí a gente não caberia na Terra"


E eu te amo mais, Ursinho.
E vou te amar mais ainda quando você ler isto.
E é assim que é, e vai ser assim pra sempre.

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quarta-feira, 14 de maio de 2008

O dia que o André entupiu a privada

É isso mesmo que você viu no título que eu vou contar aqui!

Só não vou dizer que é em primeira mão porque é claro que eu já contei pra minha amiga e pra minha mãe e ele também já exibiu seu feito por aí.

Mas foi o seguinte:

Estávamos numa pousada em Santos, no mês de janeiro, passando uma mini férias de amor. Aí chegamos da rua no começo da noite e o quarto tava aquela bagunça, pq não deixávamos ninguém arrumar. Eu resolvi fazer uma faxina no quarto. Achamos isso bem melhor do que deixar que a arrumadeira mexesse nas nossas coisas. Enfim!
Comecei a arrumar e o André foi pro banheiro.
Eu notei que ele tava demorando, mas achei que ele fosse tomar banho ou estivesse apenas fugindo do serviço.
Quando eu já tinha terminado toda a arrumação, o André abre um pouquinho a porta do banheiro e põe a cabeça pra fora. A carinha dele tá toda pingando suor (imagina só, no calor de Santos em janeiro ele trancado no banheiro).
Ele disse:
-Ursinha..
Eu fiquei assustada porque ele tava pálido, e ele continuou:
- O cocô não quer descer!

Eu não lembro se eu já tava deitada na cama, só lembro de rolar na cama rindo.
Ele com uma carinha aflita perguntando "e agora?"

Fiquei lá na cama e mandei ele arrumar um balde pra jogar água na privada.
Ele foi pedir pra moça da recepção e ela com muita má vontade disse que não tinha e deu pra ele um daqueles desentupidores de borracha!
Mas não adiantou!

Eu dei idéia pra ele pegar o cocô dele com um saco plástico. Ele fez uma cara de nojinho e eu disse " que que tem, o cocô é seu!"
E me rolava de rir mais um pouquinho.

Aí, o André começou a ficar desanimado e pensou até em deixar o cocô lá.
Eu disse que não, claro. E desci pra falar com aquela mulher folgada da recepção.
Aí ela subiu rapidinho com um balde. Foi lá no tanque e até encheu!
E pronto, no primeiro balde de água o cocô desceu!

E ele veio deitar aliviado, mas reclamando que eu não quis ver o cocô dele.

E eu disse: Vou contar pra Carol!
E ele: Pode contar!
E eu: Vou contar pra minha mãe!
E ele: Sério? Pode contar!
E ficava vermelho, e eu ria e enchia a cara dele de beijinhos.

Mais tarde o telefone tocou e era a minha mãe. Eu tava conversando com ela e ele me cutucou e disse "conta!".
Depois nos encontramos com a Carol e ele fez eu contar tb.

Notei que ele sentia muito orgulho pelo seu feito.
E ontem lembrei que ainda não tinha contado esta história aqui. E ele falou espantado "Não??"
Eu respondi que não. E ele disse pra então eu contar!

Pronto, contei!


Ah! O balde ficou no banheiro até o final da nossa estadia.
Só pra garantir.

Com Ele

Quinta-feira passada era véspera do dia de ver o André.
Eu tava mais ansiosa do que nunca e não conseguia dormir.
Abri e li o livro várias vezes, liguei e desliguei a tv idem, rolei na cama, senti dores e me dei conta de uma coisa que faço todo dia: eu converso com o André!
É aquele falar sem voz, uma conversa mental. Como falar com Deus.
Eu dizia, por exemplo, "tá doendo aqui, Ursinho!" ou "Ai, mas que saudade, amor!".
E notei que eu converso com ele o tempo todo.
Quando vejo as coisas sempre comento com ele, quando leio os livros que ele me dá e acho alguma coisa engraçada eu rio como se fosse pra ele, quando choro eu conto tudo pra ele, quando to esperando o ônibus falo da demora pra ele, e quando vou dormir sempre arrumo a cama pra nós dois. Aliso o espaço da cama que guardo pra ele, digo que ele tá dormindo que nem um anjinho, me aconchego e ponho a mão onde ele estaria.
E no outro dia quando acordo começa a conversa tudo de novo. Digo que quero fazer xixi e que tô com fome e penso "será que ele acordou com frio? será que já chegou na aula? deve estar morrendo de sono..."

As conversas todas só param quando a gente se encontra.
Porque aí não preciso contar mais nada pra ele. A gente tá vivendo tudo juntinho.

E ele diz assim pra mim "Eu tô sempre com você, não paro de pensar em você nem um minutinho"
Eu sei, meu Benzinho!
Porque eu te sinto todo minutinho!

terça-feira, 13 de maio de 2008

Super bonder

Porque eu vou ver meu amor, todo sábado de noite eu passo super bonder em mim antes de sair de casa. Tomo cuidado para não encostar em ninguém no caminho, e quando meu benzinho chega, dou-lhe logo um graaaaaaaaaande abraço.

A gente se gruda e fica assim até o final de domingo.

E na hora de ir embora?

É assim. Meu amor entra no ônibus, e quando ele arranca, a gente desgruda a força. É sangue pra todo lado, é pele pra todo lado, é pêlo pra todo lado. Se isso dói? Dói. A gente fica sngrando tanto, fica sem pele. Dói, sim. Mas a única dor que a gente sente é a de estar longe. A de olhar pra frente e não se ver, de respirar e não sentir.

Se a gente não fosse se ver nunca mais, a gente morreria pelo sangue derramado. Mas a gente se cuida, porque no sábado que vem acontece tudo a mesma coisa.

Aí, com a pele dolorida, toda machucada do desgrude, eu passo super bonder todo feliz. Porque a gente vai se grudar, e eu nem me lembro que no dia seguinte vai doer mais do que na outra vez.

Postado por André Ursípedes

Axilas

Na primeira vez que me disseram a palavra axila, eu pensei: - "O que é isso?" E falei: - "Quê?"

A pessoa que falou a palavra não importa quem é, e eu não lembro mesmo. Mas ela respondeu que axila é suvaco.

Nisso eu percebi que o suvaco não precisava ser tão ruim. E que parte da fama de nojento dele se devia à palavra que o nomeava. Axila, sim.

E pensei: "- Vou casar com uma pessoa que disser axila! Não suvaco!"

Dá para dizer o que eu senti quando meu benzinho disse axila para mim pela primeira vez?

Postado por André Ursípedes

Beiçola


No salão do meu amor, enquanto eu esperava para cortar o cabelo, eu tentava olhar para ela, as ela ficava brava quando percebia que eu estava olhando. Eu olhava mais, para fazer coração com a mão, mas dessa vez ela fica brava sorrindo. Parei. Mas só de pensar que ela estava ao lado!...

A TV estava na Record, e eu ficava perstando meia atenção. Então o Tom Cavalcanti chamou a outra mulher de perdida; ao que alguém respondeu que a smulheres perdidas são as mais procuradas.

Sempre que e escuto alguma coisa engraçada, me esforço para não me esquecer e depois contar ao meu amor.

Cortei o cabelo e pegamos o ônibus.

Ficamos de pé, em frente a alguém que parecia muito, muito o Beiçola. Não prestamos muito atenção nele porque estávamos de pé rindo um do outro.

Pois que eu lembrei da história das mulheres perdidas mais procuradas e contei pro meu amor. Ela achou engraçadinho, normal. Mas o Beiçola!...

O Beiçola achou a maior das graças, ficuo rindo alto da história e contou uma história sobre prostitutas em Londrina e em Santos.

Não faz sentido, mas que foi assim, foi.




Postado por André Ursípedes

segunda-feira, 12 de maio de 2008

O Pedido

"Eu perguntei, amor, com a certeza, sabe?!
Mais que meu pai é meu pai,
mais que minha mãe é minha mãe,
que meu irmão é meu irmão,
e meu cafu é meu cachorrinho,
que são coisas que não mudam,
mais do que isso vc é a minha mulher, a minha namorada, o meu benzinho, a minha ursinha, tuda pra mim!
É tão certo e tão definitivo, amor,
pq, amor, vc sempre foi, e sempre vai ser
não tem fim e nem teve começo
porque é eterno pra valer"



(Foi assim que o André falou do pedido de casamento que ele me fez na última sexta-feira, dia 10/05/08.
Eu tentei contar aqui como foi feito o pedido e o momento que ele me deu a aliança. Mas não consegui e não consigo explicar aquele momento. A carinha dele, a voz e o que eu senti, o que a gente sentiu é inexplicável.
Mas como ele disse, a gente vai lembrar para sempre.)


Agora eu sou noiva. Mas já sou mulher, e sempre serei a namorada do André.

Beijinho na aliança.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Insegurança

O André não faz nada para eu me sentir insegura.Nele, eu tenho a confiança de uma criança que se atira do alto nos braços do pai sem um pingo de medo e sem dar conta dos riscos.Confio nele mais do que em mim.E não é só pq ele é o melhor namorado do mundo. É pq ele é a melhor pessoa que conheci e que já tive notícias.
Mas eu sou apenas uma mulher, e claro que batem aquelas inseguranças que parece que roem meu fígado.
Aquelas que faz a gente ver o tal pêlo em ovo e sofrer fantasiando coisas horríveis.
Eu sempre acabo abrindo o jogo pra ele. Antes era difícil mostrar minha insegurança. Ainda é. Mas com ele não. Com o André tudo é diferente.

Esses dia ele vai começar um outro trabalho. Antes de dizer sim ele falou comigo e decidimos que sim e eu fiquei super feliz com a nova oportunidade.Mas de repente eu comecei a sentir aquele medinho que eu não sei de onde vem e nem por onde entra.
E antes de ser consumida pelo tal medinho, eu disse pro André:
- Eu tenho medo que vc conheça alguém e se apaixone. Alguém que vc ache foda e fique deslumbrado.
E ele respondeu:
- Eu já senti isso, Ursinha. Quando conheci você. Eu sou seu.






E mandou embora todo medinho.
E eu sei que o medinho volta, mas ele manda embora de novo.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Brad Pitt

O bom em não fazer nada é ficar lembrando das minhas histórias com o André. Ou só lembrando do jeito dele.

Agora, no caso, lembrei de mais uma história.

Em Santos, de novo.
Acho que nas nossas férias em janeiro.
A gente foi num quiosque ali da praia comer e veio um cara com um violão. Um desses que cantam uma música pra casal por um trocado.
O cara veio com tudo dizendo "e esse casal lindo, Brad Pitt e Jennifer Lopez". O André foi logo dizendo que não, obrigado.
O cara foi embora e ele virou pra mim, inconformado: Amor, vc não tem NADA a ver com a Jennifer Lopez!!!!!!!
Eu falei: Tá bom, Brad Pitt!

Telefome

O título desta postagem era pra ser 'Telefone'. Eu ia contar uma coisinha que o André faz quando estamos ao telefone, claro.
Mas aí, quando fui digitar o título lembrei daquela música horrível do jota quest e lembrei de uma coisa que eu ainda não contei aqui!

É o seguinte, estávamos, acho que no feriado da páscoa, eu e o André andando na avenida da praia em Santos. Aí, uns caras de bicicleta passaram apontando pra ele (André) e cantando uma música do jota quest. Nós nos olhamos sem entender nada e um dos carinhas gritou apontando pra ele: Rogério Flausino!

Eu caí na gargalhada. E ele deu uma risadinha sem graça dizendo "nada a ver".
E fim.

Comemorando

Meu Ursinho quando tá vendo jogo do Palmeiras fica por demais alterado.
Eu fico do lado fingindo que nada tá acontecendo pra não incentivar as histerias dele.
Eu até finjo que tô dormindo. Mas ele fica sempre com um braço apoiado em mim e o braço treme. E todo lance do jogo ele pula e xinga.

Mas nada se compara com a hora do gol. Ele bate na cama que nem um troglodita e grita palavrões, tipo "Toma filho da puta" ou "xupa bambizada". Eu olho e disfarço o susto. Sinto uma excitação misturada com medo. Ele vira e me dá um beijo na boca. Um beijo que tb dá medo. É rápido e forte. Usa os dentes. Morde a lingua. E acaba de repente.
Depois ele levanta da cama e fica ameaçando pular em mim!
Ele fica em pé dizendo "vou pular, vou pular, vou pular" e eu implorando "não, não, nããããããão" e aí ele já pulou e eu já gritei muitos ais.

E quando termina o jogo ele tá com aquela cara de bobo, rindo e dizendo "agora vamos comemorar!"

segunda-feira, 5 de maio de 2008

13 x 1

É bom quando nosso time goleia numa final de campeonato, sabe?
Tem gente que não sabe...

Mas é muito melhor quando nossos times goleiam nas finais dos campeonatos!

Ontem o Palmeiras do André meteu 5 X 0 na Ponte preta e foi campeão paulista. O Alex Mineiro fez TRÊS, e foi artilheiro do campeonato! Fora o golaço do Valdívia!
O Palmeiras ganhou de 1 a 0 o primeiro jogo contra a Ponte. Eu não tinha dúvida da vitória do Palmeiras ontem. Mas meu benzinho tava nervoso e apelava "eu nem sei mais o que é ser campeão!" eu bocejava e falava "mas vai lembrar hoje, Ursão!".

Já com meu time, eu não fazia comentários. O Inter perdeu o primeiro jogo de 1 a 0. E o adversário, o Juventude, confesso que me deixa sempre cagando de medo. Não queria nem pensar nesse jogo. No campeonato todo, o único time que o Inter perdeu foi esse Juventude. Perdeu 3 vezes.
Mas não perdeu no único jogo que não podia perder. E descontou tudo na final. Foi 8 x 1! E até o gol deles foi feito pelo Inter!
TRÊS gols do Fernandão! FernanDeus! Até o Clêmer marcou!

Meu Campeão tava orgulhoso demais!
Meu palmeirense!
Fiquei lembrando quando a gente se conheceu.
Fiquei muito feliz por ele ser Palmeirense.
Vi que ele era perfeito por isso tb. Eu não poderia jamais me apaixonar por um corinthiano ou um santista. Éca!
Sem falar nos sãopaulinos, que nojo!
Ele tinha que ser palmeirense!

E fiquei lembrando como ele gritou quando foi gol do Palmeiras contra o são paulo.
Ai!

Eu não sou mulher de ter dois times!
Meu time é o Inter e só!
Mas eu sou mulher de um palmeirense. E quando ele ganha eu fico muito feliz.
Quando eu ganho passa logo a felicidade. Eu logo penso no próximo campeonato e nos sofrimentos porvir.
Mas quando a gente ganha, assim juntinho, de goleada... ah! é mágico!

Para nós 13
Para o resto do mundo 1

Faxina

Eu e o André às vezes nos desentendemos.
Nosso amor é de muito, e isso é inevitável quando a gente ama muito. Ou mais do que muito. Ou mais do que ama.
Enfim!

Sou sempre eu que brigo.
Eu não brigo. Eu fico brava e magoada e ele nunca sabe o porque.
A gente sofre muito até resolver o desentedimento. A gente sabe que vai ser resolvido. A gente sabe que não vai deixar de se amar por nada. Mas na hora a gente se desespera.
E depois da gente passar uns dias chorando, eu tentando fazer ele entender sentindo na pele, eu ameaçando e depois da gente conversar muuuuuuuito, a gente se entende. Se entende e fica sempre melhor do que antes.
Ele diz que são lindas as minhas razões para brigar com ele. Eu me desculpo por ser tão "exagerada" e fazê-lo sofrer tanto nessas horas.
Ele sempre diz que gosta de mim assim.
E eu gosto dele assim também.
E a gente se desentende porque é muito apaixonado.

A gente chama de briga mas não são brigas.
A gente fica muito aliviado quando passa.
Ele sempre diz que se odeia por me fazer sofrer. E me aperta o coração quando ele se odeia assim.

Eu nunca sinto raiva dele.
E ele sempre resolve tudo.
E a gente sempre se ama mais.

E ele disse : Nossas brigas são como faxinas desnecessárias.
E eu disse: Eu não acho que são desnecessárias!
E ele explicou: São sim. Não precisamos de toda essa briga. Mas depois que elas acontecem, tudo fica melhor.

Vc tem razão, meu Ursinho!
E é lindo o seu jeito de ver as coisas.
E eu não sei como consigo ficar brava com vc!

sábado, 3 de maio de 2008

No hospital

Esses dias eu estive internada por conta de uma infecção na visícula e tal.

E o André claro que esteve comigo.
Num dos dias de visita, ele chegou com a rosa na mão e aqueles olhinhos verdes vidrados em mim, como sempre.
Aí eu tava deitada na cama e ele sentado numa cadeira ao meu lado. Me abraçou, apoiou a cabecinha em mim e perguntou se eu queria dormir. Eu disse que não e ele disse "mas eu quero" logo em seguida ele disse "tô brincando". Rimos e eu pensei "seeeeeeeeei..."

quinta-feira, 1 de maio de 2008

A falta que ele me faz

Eu sinto tanta falta do André!
E mesmo se estivéssemos todo tempo juntos não seria o bastante pra compensar. Pq eu sinto saudade desde que estava na barriga da minha mãe!
E desde muito antes disso!

E quando ele nasceu eu já tinha 8 anos de saudades vividas só nessa vida!

E ele me diz assim:
- Eu sou feitinho pra você, sabia? E vc é feitinha pra mim.

Eu sabia. Porque só passei a existir depois que o conheci.

Ele me mostrou tudo.
Me ensinou tudo.
Me ensinou sobre o amor e me fez ir além do amor.
Me ensinou a acreditar.
Me ensinou, com muita persistência, que tudo valia à pena.
Brigou, lutou, esperou por mim.

Me mostrou o que é desejo, o que é entrega e o que é fé.
Me fez mulher.
Mudou meus valores. Me fez otimista e me fez amar a vida.

E ele faz isso todo dia.
Ele faz muito mais.

E ele é mais lindo ainda do que quando o conheci. Muito mais lindo do que quando nasceu para mim.
E ele é meu.
Graças a Deus.
E está sempre comigo.
Mesmo eu aqui e ele lá.

terça-feira, 29 de abril de 2008

" Habito um castelo que cabe na página dupla de uma revista semanal
não tem piscina nem árvores centenárias
mas tem eu
cozinhando um espagueti
ele experimentando outro tempero
e nossa filha
encantada nos provando.

Tem uma cortina que se abre e deixa entrar o sol
tem um tapete que compramos outro dia
uma garagem entulhada de bagulhos
e nossa filha
cantando no chuveiro.

Habitamos um castelo de verdade
que fica entre uma casa e uma igreja
não temos pia de granito
nem lustre imitando os de versailles
mas tem eu experimentando uma camisa
ele servindo outra fatia
e nossa filha
alinhavando esse segredo."

21 anos

Quando conheci o André ele tinha 18 aninhos e vivia me cantando!
Eu ria do jeito doce dele, achava graça quando ele dizia que queria se casar comigo e não levava a sério os gracejos do menino.
Eu dizia: Espera vc fazer 21 anos!

Mas eu caí nas graças dele bem antes dele fazer 21.

Agora que ele fez 21 anos eu penso "a carne é fraca, GRAÇAS A DEUS!"

quarta-feira, 16 de abril de 2008

A primeira vez em que conheci a mãe do meu amor

No sábado passado, eu ia conhecer a mãe do meu benzinho. Ela me disse isso na quinta, na sexta e no próprio sábado.

- Você vai conhecer a minha mãe, vai sim! - dizia ela.

Isso porque eu fui buscá-la no trabalho dela.

Demos os primeiros beijinhos, e ela disse:

- Agora você vai conhecer a minha mãe! - e ela veio com uma moça de maior idade.

A moça me perguntou se eu estou cuidando bem da filha dela e disse que é um grande prazer me conhecer.

Eu fiquei nervoso na hora, mas passou.

Depois, meu amor me disse que aquela não era a mãe dela, que a mãe dela tinha ido embora mais cedo.

- !!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Nosso Amor

Eu não pedi pra vc postar nada!

terça-feira, 8 de abril de 2008

O nosso amor

O meu amor pediu para falar do nosso amor. E do quanto é essencial que a gente esteja junto o tempo inteiro.

A nossa presença é de 200%. Que eu estou 100% com ela quando não estou com ela, porque sou todo ela, só penso nela e vivo por ela. E quando a gente está junto, a gente está junto mais 100%! Entendeu? Eu não entenderia se eu não fosse eu mesmo ou ela.

Aí eu pensei que falar do nosso amor é falar sobre algo superior ao próprio amor. Amor que a gente sente por pai e mãe, que tem na novela, que tem no livro e que a gente ouve falar no ponto de ônibus da menina que diz que vai cortar o pulso se aquele safado não voltar, é amor.

Porque o safado da menina que disse que vai cortar o pulso, se cansou dela porque ela não dava tempo para ele respirar. O amor dos outros se cansa no contato. O nosso amor maior que ele mesmo, aumenta no contato. Aumenta e se torna mais bonito quando se encosta. E a gente gosta de ficar suado de tão colado que a gente tá.

Eu beberia até o suor dela! E ela vai olhar pra mim e dizer: - "Por que até?!"

É até porque eu fui falar uma coisa e pensei em outra e saiu o até. Eu não sei direito o que eu pensei, mas sei que o suor dela é mais gostoso que Coca! E o motivo por que ela sua quando ela tá comigo só é tão gostoso quanto o próprio suor!

A nossa presença não vê mais qualidades. Porque quando se vê qualidade, se vê defeito também.

Por isso que se é dela, e se é ela, eu gosto. É tudo uma característica dela, que eu não tenho como não gostar.

Se meu pai está bravo, eu não gosto disso nele. Se o meu amor está brava, ela está brava e ela é assim e eu gosto e amo isso nela.

Não sei explicar.

Ela foi embora para Santos ontem e volta no sábado. E vai vir descendo devagarinho aquela escadinha e eu vou correndo para as nossas próximas melhores vinte e quatro horas do mundo.


Quando é sexta, e faltam vinte e quatro horas para o sábado, falta tanto tempo! E quando é sábado, e faltam apenas vinte e quatro horas para o domingo, é tão pouco!

Não é para entender. Nem dá para entender se não se vive isso.

Graças a deus a gente vive.

domingo, 30 de março de 2008

Ah, o André...
O André me deixa muda!
Muda!

segunda-feira, 24 de março de 2008

Maluca

Nunca entendi esse fascínio das mulheres em ganhar flores.
Afinal elas murcham e morrem e ainda a gente tem que ficar trocando a água!

Quando eu ganhava eu as largava em qualquer canto, para deleite dos meus gatos que brincam com tudo até destruir.

Até que eu ganhei rosas do André!
Ainda me pego pensando no formato delas. Nelas naquela garrafa de coca. Numa delas abrindo e na outra sempre botão.
E eu me emociono só de lembrar, e fico com saudade delas.

Mas com o André as coisas lindas nunca têm fim. Ele supera uma por uma. E eu nunca fico só na lembrança...
Quer ver?

Na quinta passada, véspera de feriado, ele veio me dizendo que não tinha trazido meu ovo de páscoa porque seria crueldade, já que eu ando com fortes dores no estômago.
Oras, se ele apenas não trouxessee não dissesse o motivo eu diria "tudo bem, meu porquinho, não tem importância!". Mas enfim, eu emburrei com a decisão dele sem me consultar! Pode? Não sei. Mas é que o dia estava estressante e eu ainda tinha que trabalhar.

No final do dia ele foi me buscar. Eu estava cansada, conformada e já rindo da história do ovo.
No caminho para o supermercado ele pediu pra eu pegar um dinheiro no bolso dele. Eu fui resmungando "pra quê dinheiro??" e ele "pega, pega!".
Eu coloquei a mão no bolso e tirei dele uma rosa!
A rosa vermelha e a carinha dele de felicidade por me fazer uma surpresa.
Eu fiquei tão mais feliz e agradecida por aquele momento!
Porque só de estar com ele eu já estava feliz e agradecida.
Mas ele sempre me dá mais.
Quer ver?

Quando chegamos em casa e ele acendeu a luz, dei de cara com o maior ovo de páscoa do mundo com mais rosas espalhadas.
Depois eu abri a geladeira e encontrei outra rosa. E bem depois achei outra no freezer. E depois outra no banheiro e outra na gaveta.
E descobri que não há nada como ganhar flores do homem que a gente ama.
Mas só eu tenho a sorte de amar e ser amada pelo André, que me dá flores sabendo que não precisa porque eu já sou feliz demais só por ouvir a respiração dele.
Ele me dá flores pra ver minha carinha de criança quando ouve a musiquinha do backyardigans. Me dá flores pra ficar feliz com a minha felicidade e surpreso com a minha surpresa.

Só o André.

Eu mais do que o amo.
E, de novo, nem é por isso.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Amor de muito mais

O André me deu rosas. As primeiras rosas que eu ganho dele. As rosas mais lindas do mundo.
O André me deu um livro. Não é o primeiro. Mas este ele comprou sozinho e porque eu queria.
O André me escreveu uma carta. A mais linda carta de amor.
O André me ama tanto que escreveu a letra da música que eu queria cantar para ele com a mão esquerda.
O André me deu beijinhos no estômago quando ele doía.
Me cobriu.
Esquentou meu nariz e me protegeu do frio.
O André me beijou e me amou como nunca. E sempre é assim.
Amo o André muito mais, mas nem é por isso.

quarta-feira, 12 de março de 2008

A voz de quem perdeu bonito!

Como perdi bonito (ou feio, mas sou muito bonito), a Juliana me deixou postar aqui para contar como que foi a nossa disputa no braço de ferro.

O meu benzinho e eu tiramos o braço de ferro em cima da cama!

Primeiro, ela não queria apoiar o cotovelo. Depois que apoiou, fez toda a força, e eu, homenzarrão que sou, mantive sem maiores esforços. Até assobiei um samba canção! Pois que ela resolve usar o outro braço, e eu continuei impassível!

A idéia era ganhar para não deixar de ser homenzarrão, mas não ganhar com tanta facilidade, para a minha ursinha não se achar fraquinha.

Mas ela apelou tanto, que começou a me beijar! Ela sabe a fraqueza que isso me dá! Mas mesmo assim, consegui segurar. Então nossos dentes batem, aí dóóóóóóói, e ela ganha!

- GANHEI! GANHEI! GANHEI!, gritou a mulher que eu amo rindo e levantando os bracinhos enquanto eu me contorcia do dente.

segunda-feira, 10 de março de 2008

O dia que eu não cantei para ele

Eu queria tanto ir no videokê só para cantar uma música pra ele!

Cheguei a ensair em casa e ficar lendo a letra...
Ai, eu queria tanto cantar pro meu Ursinho!

Mas não deu.
Não cantei.
Droga!

Mas a música ainda é dele e para ele.
Como a minha vida.



Como é grande o meu amor por você


Introdução: Fm7 Bb7 Eb Ab/Eb Eb C7/9- Fm7 Bb7


Eu tenho tanto pra lhe falar
Eb Gm F#º

Mas com palavras não sei dizer
Fm7 Bb7 Eb C7/9-

Como é grande o meu amor por você
Fm7 Bb7

E não há nada pra comparar
Eb Gm F#º

Para poder lhe explicar
Fm7 Bb7 Eb Ab/Eb Eb C7/9-

Como é grande o meu amor por você
Fm7 Bb7

Nem mesmo o céu, nem as estrelas
Eb Cm

Nem mesmo o mar e o infinito
Fm7 Bb7

Não é maior que o meu amor
Eb C7/9-

Nem mais bonito
Fm7 Bb7

Me desespero a procurar
Eb Cm

Alguma forma de lhe falar
F7sus4 Bb7sus4 C7/9-

Como é grande o meu amor por você
Fm7 Bb7

Nunca se esqueça nenhum segundo
Eb Gm F#º

Que eu tenho o amor maior do mundo
Fm7 Bb7 Eb Ab/Eb Eb

Como é grande o meu amor por você

Jabaquara

Ai ai, como acontecem coisas na rodoviária!
E eu que detestava rodoviária antes do André...
Mas enfim. Dias desses, meu Benzinho me abraçou por trás e disse no meu ouvido:
- Você é a pessoa mais amada do mundo. Empatada comigo, é claro! Porque a gente se ama igual!

Na rodoviária.

Nós, em Santos

Como faz calor em Santos!
E urso sofre demais.
Pobrezinho de nós, ursos, esse final de semana.
Minha chapinha foi pro beleléu, o ventilador não dava conta, batia sol na janela do quarto...
E o André suava, suava... E me dizia assim:
- Amor, no calor, como sua a bunda, né?
E eu ria.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Eu ganhei um porta-treco da mãe do André!
É vermelho e branco, porque foi ele que escolheu.
É muito bonito, diferente e bem feito porque foi ela que fez!

O André falou que era um porta-jóias. Me ensinou que as divisórinhas são para por brincos e tal..
Mas eu resolvi fazer dele o primeiro ítem do nosso enxoval e transformei o porta-jóias em bolsinha de costura!
Porque toda casa tem uma.

Avisei o André, que disse que eu sou linda costurando e que eu vou costurar as cuecas e meias dele.
Eu disse "É claro!!!!!!"

O primeiro presente da mãe do meu amor é também o primeiro ítem do nosso enxoval!!!

Achei isso lindo!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Até quem nos vê, na fila do Ônibus...

No último post, eu não ia falar nada daquilo!
Eu queria era contar uma coisa que aconteceu lá na rodoviária...

Estávamos eu e o André, domingo desses, esperando meu ônibus sair. Eu olhei no relógio. Faltava uns 15 minutos. Eu pensei "eu vou entrar, porque amanhã o André acorda tão cedo, e ele ainda tem que pegar metrô, e descer toda rua até chegar em casa... Fora que ele deve estar com vontade de fazer cocô!".
Me despedi do meu Ursinho, beijei e abracei e fui para o ônibus resignada. Quando entreguei minha passagem pro cara (não sei se motorista ou um funcinário qualquer da rodoviária) ele disse "Pode ficar mais um tempo com ele (André). O ônibus só sai daqui 15 minutos." Eu sorri envergonhadíssima e ele ainda disse "tô bonzinho hoje!". Voltei pros braços do André que foi logo perguntando "o que ele disse?".
Ficamos mais 10 ou 12 minutos, nos abraçando e rindo meio envergonhados.

Fiquei pensando no acontecido vários dias.
O André também.

Conversamos. O André disse "mas nós já tínhamos nos despedido!", eu disse "eu sabia que faltava 15 minutos!" "achei invasivo..." E etc.
Mas no fundo, nos orgulhamos.
Que nem nos filmes (de novo) que a gente torce pro casal ficar junto e viver feliz pra sempre, todo mundo vê que a gente tem que ficar junto!

Esses dias, o André me falou "e aquele cara do ônibus?" eu disse "eu achei bonitinho" e ele repondeu "eu também!"
Nos abraçamos e não falamos mais nisso.

Encontrão

A primeira vez que vi meu amor foi na rodoviária.
E sempre nossos encontros são em alguma rodoviária.
E todas nossas despedidas também.

Ele sempre me espera.
Espera eu chegar. Depois espera eu entrar no ônibus.
A gente se abraça sempre morrendo de saudade.
A gente sorri e sofre.
Algumas vezes a gente chora. Mas quando um chora outro não.
No final, sempre agradecemos a nossa sorte.

Eu venho embora pensando no nosso encontro.
É como naqueles filmes, que antes do tal encontro os personagens são uns pobres diabos à margem da sociedade.

Nosso encontro é a vitória da vida contra tudo que se transforma em solidão e morte.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Meu benzinho diz sempre coisas tão bonitas!
Muitas delas ele escreve, e outras ele apenas diz assim, naturalmente, como quem não sabe que o que tá dizendo é lindo...

Hoje ele disse assim "A saudade é uma corda que aperta o coração, o ciúme é uma corda que aperta o pescoço" e eu disse que era lindo e mudamos de assunto...

Eu nunca quis ter boa memória.
Nunca me importei em esquecer tudo.
Agora, depois de ter o André, eu passo a semana inteira tentando lembrar de cada gesto, cada expressão, cada riso, cada palavra...
Nada disso eu conseguiria descrever.
Posso dizer as coisas que ele diz...
Mas nunca sairão tão lindas como quando sairam da boca dele!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Carnaval 2008

Eu ia dizer que esse foi o melhor carnaval da minha vida.
Mas é covardia.
Eu só posso comparar os dias que eu passo com o André com dias que eu passo com o André.

E todo dia tem André na minha vida.
Mas o certo seria dizer que todo dia tem vida no meu André.
O certo é não dizer nada e viver esse presente que Deus me deu, que é a vida, ou melhor, o André!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Bolinha de queixo

Eu perguntei ao meu benzinho: - De quem é esse furinho no seu queixo?

Era claramente para ele responder que é meu, oras. Já que tenho posse total do corpo dele - posso mostrar a procuração - é mais do que óbvio que o furinho é meu!

Ele é tão meu, que se o rim dele dói - dói em mim, não nele. E se a minha orelha dói - dói nele, não em mim. Só não acertamos ainda como ficam as dores genitais.

E ele respondeu: - É meu!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Mulher casada

Hoje eu tentei dizer ao meu benzinho que sou uma mulher praticamente casada! Ao que ele me repreendeu: "MAIS QUE CASADA! Porque você já lavou, cozinhou e limpou a casa para mim!"

Nessa hora, suspirei pelo meu homenzarrão.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Interessa?

Não dá pra descrever meus dias com o André...
São dias comuns mas que de comum não tem nada, sabe?
São comuns e inacreditáveis... Simples e mágicos...
O que a gente faz?

Interessa?


A gente faz qualquer coisa, pq tudo é bom quando estamos juntos.

Até triste às vezes eu fico, e até ficar triste com o André é bom!
Eu rio, rio e rio.
Me irrito só pra ele me mimar.
Ele repete todas as piadas.
Repete as estórias.
Insiste nas mesmas brincadeiras mesmo depois delas perderem a graça.E eu sempre acho graça.

Ele respira que nem um porco;
Baba que nem meu cachorro;
Vive me machucando sem querer;
Ele me aperta e me beija "à força";
Sempre sabe exatamente como fazer...

A risada dele é progressiva;
E ele vive falando de cocô e escatologias;
Sempre quer falar sobre o Cafú...
Aí ele chora.
Eu rezo.
Eu choro.
Ele chora.

Ele é gentil e firme.
Folgado sem nunca desrespeitar...


O André é tanta coisa boa que nem parece que é de verdade.
Mas é!


Interessa?


Se você quiser saber (Interessa?)
Por que é que eu gosto dele (Interessa?)
É que ele é meu benzinho
E me trata com carinho
Faz vontade pra mamãe.

Se você quiser saber
Por que é que eu gosto dele (Interessa?)
É que ele é meu benzinho
E me trata com carinho
Faz vontade pra mamãe.

De manhã me dá um beijo
Quando sai pra trabalhar
Adivinha o meu desejo
Traz docinhos pro jantar.
Quem é que não desejava
Ter um maridinho assim?
A sorte não é pra todas
Talvez seja só pra mim.



Pra não esquecer:
19/01/08 - a gente passou pela lojinha de cds na augusta, ouvimos "pq ele é meu benzinho e me trata com carinho..." , nos olhamos e ficamos mais apaixonados!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Hoje

Hoje é o dia mais feliz da minha vida!

Hoje é dia de ver o André!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Tava esquecendo a FACA.

Não se assuste, meu porquinho!
Não é pra limpeza de pele, é pra cortar bolo!

Eu vou, eu vou, limpar um porco eu vou!

  • algodão
  • tônico
  • esfoliante
  • máscara
  • ácido

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Nem tudo são rosas no nosso jardim...

Mas eu gosto assim!

Manhãs sem André

Acordo e penso que tá chegando o dia de ver o André!

Sinto um aperto pq tá mais perto, mas pro tamanho da saudade ainda tá longe.

Depois lembro alguma bobagem que ele fez ou falou e sorrio.

E depois leio a declaração de amor do dia e ponho a mão no peito!

Depois, vou trabalhar torcendo pro dia passar depressa, pra poder falar com ele...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Então, eu sei que dizem que a gente não esquece coisas importantes...

Mas tudo que o André diz é deveras (ele que diz "deveras") importante, e fofo, e lindo...

Se ele dissesse coisas especiais só em datas comemorativas, como os outros namorados, eu não precisaria de um blog... Mas ele diz coisas especiais o tempo todo!

Ele me deu uma agenda... Antes tirou todas as folhas e escreveu nelas uma declaração de amor para cada dia!!!!!!
Tá, eu já disse, mas mas mas!

Ai!

Filé de frango á parmegiana

Ursípedes não é o sobrenome que aparece na minha identidade ou que herdei dos meus pais.
Ursípedes é o sobrenome que ganhei do meu namorado, antes de sermos namorados, provavelmente... não sei a data certa pq não tinha esse blog para registrar!
Aí tive a idéia genial de fazer um blog e ecrever tudo que esse amor me faz.
Porque eu tenho um namorado que me dá uma agenda com uma declaração de amor por dia, daí já dá pra imaginar que não dá pra guardar tudo que acontece na memória.
Meu namorado tb adotou o Ursípedes no mesmo dia em que me deu. Ou vice-versa.

Ele gosta de bife á milanesa. Não corro o risco de esquecer disso. Foi desnecessário escrever. Mas tb é um blog que eu escrevo o que eu quiser sobre a gente.
Não é um blog pra vc ler, a não ser que vc seja o André.
Não é bem escrito e só é interessante pra gente.
Eu sei que a gente lê coisas pra falar mal depois... Se vc chegou até esta linha e não é o André o azar é o seu, pq se vc falar mal a gente vai achar que é inveja!

Bolinho de arroz!