Finalmente eu fiz 30 anos!
Desde pequena, sempre sonhei com meus 30 anos. Achava a idade linda porque meus pais eram o máximo para mim, e era essa mais ou menos a idade que eles tinham: Trinta e poucos anos. Achava que finalmente seria feliz aos trinta. Que acabariam as angústias e tudo seria tranqüilo e fácil. Que eu enfrentaria tudo com maturidade.
Quando eu fiz 20 e poucos, comecei a desconfiar que as coisas não eram bem assim. Meus pais já tinham mais de 30 e poucos, e eu já tinha idade para perceber todos os defeitos deles e as frustrações que eles tinham. E vi principalmente que eles já não eram o máximo.
Quanto mais eu me aproximava dos 30, mais percebia que a minha vida não ia mudar. Percebia em mim, percebia nos outros, percebia em tudo. "TUDO SÓ PIORA!"
A minha maior ambição passou a ser não me tornar um poço de frustrações. Eu só pensava, se eu fosse mais rica, será que seria melhor? Se eu fosse mais magra?
Não tinha jeito. O mundo seria sempre o mesmo, só que mais velho. Piorado.
Aí eu conheci o André, numa idade em que eu não queria chegar aos 30; numa idade em que eu não queria nada.
E nem se eu ganhasse na loteria ou virasse uma Gisele Bundchen eu seria mais realizada do que com ele.
(Ele já é rico e me deu uma esteira)
Eu fiz 30, graças a deus, e a vida é linda, mesmo quando tudo ao meu redor não é, mesmo quando tudo parece invisível. Por causa dele.
E nem nos meus sonhos mais lindos de infância ou toda a expectativa da adolescência superou a realidade que são os meus 30 anos.
Com o André.
sábado, 20 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Fica até quinta?
Eu sou de São Paulo e meu amor, de Santos.
É do Guarujá, mas lá tudo é tudo Santos.
Guarujá, Praia Grande, São Vicente. Tudo Santos.
MENTIRA!
Ela detesta que eu diga que São Vicente e Santos são a mesma coisa.
Acontece que por morarmos meio longe, é nos finais de semana que nos vemos.
No começo, ela vinha sábado e voltava para Santos no domingo ao meio dia. Depois, ela vinha sábado e voltava para Santos às 21:00.
Aí ela teve a pedra na vesícula, e não podia ficar viajando assim. Então eu que passei a ir para lá, e acabei ficando na casa dela.
No começo eu ia no sábado. Depois passei a ir sexta, para ganharmos um dia!
Ia sexta e voltava domingo.
Mas ela começou a pedir:
- Fica até amanhã de manhã?
Eu achava que não, porque acabaria perdendo aula!
- Você quer que eu pegue DP?! - eu chantageava.
Aí ela começou a ficar brava com isso. Uma vez, antes de eu operar, ela até chorou por eu pegar o ônibus das 20:45! Coitadinha! Eu achava que ela não tinha razão, que não tinha cabimento ficar até o dia seguinte, ora pois.
Até que fiquei uma vez e foi uma delícia ganhar um dia com meu amor.
E ela tinha toda a razão.
Como que eu deixava ela chorando? Não sei!
Hoje em dia vou sexta e volto segunda de manhã.
Para tirar sarrinho, eu digo baixinho no ouvido dela:
- Fica até quinta?
E ela riiiiiiiii. E fica pedindo para parar:
- Hahahahaha, pára, amor! Não tem graça, hahahahahahaha, pára!
É do Guarujá, mas lá tudo é tudo Santos.
Guarujá, Praia Grande, São Vicente. Tudo Santos.
MENTIRA!
Ela detesta que eu diga que São Vicente e Santos são a mesma coisa.
Acontece que por morarmos meio longe, é nos finais de semana que nos vemos.
No começo, ela vinha sábado e voltava para Santos no domingo ao meio dia. Depois, ela vinha sábado e voltava para Santos às 21:00.
Aí ela teve a pedra na vesícula, e não podia ficar viajando assim. Então eu que passei a ir para lá, e acabei ficando na casa dela.
No começo eu ia no sábado. Depois passei a ir sexta, para ganharmos um dia!
Ia sexta e voltava domingo.
Mas ela começou a pedir:
- Fica até amanhã de manhã?
Eu achava que não, porque acabaria perdendo aula!
- Você quer que eu pegue DP?! - eu chantageava.
Aí ela começou a ficar brava com isso. Uma vez, antes de eu operar, ela até chorou por eu pegar o ônibus das 20:45! Coitadinha! Eu achava que ela não tinha razão, que não tinha cabimento ficar até o dia seguinte, ora pois.
Até que fiquei uma vez e foi uma delícia ganhar um dia com meu amor.
E ela tinha toda a razão.
Como que eu deixava ela chorando? Não sei!
Hoje em dia vou sexta e volto segunda de manhã.
Para tirar sarrinho, eu digo baixinho no ouvido dela:
- Fica até quinta?
E ela riiiiiiiii. E fica pedindo para parar:
- Hahahahaha, pára, amor! Não tem graça, hahahahahahaha, pára!
Bezerrão
Meu amor chegou aos 30 anos.
Quando a conheci, ela tinha 27. E eu achava essa idade tão linda!
27! E eu tinha, fala baixinho:
- 19.
Ela dizia brincando que era para eu esperar fazer 21, que era muito novo, coisa e tal! Novo, eu sou até hoje. Mas ela gosta de mim, fazer o quê?
Porque sou maduro e imbecil, criança e adulto, cretino e lindo, bruto e fofo, delicado e nojento. E é assim que ela gosta de mim.
Uma vez eu disse pra ela, e acho que é verdade. Que se eu e ela tivéssemos a minha idade, ela me acharia infantil!
Acontece que somos muito simples. E conseguimos ser exatamente o que somos. O que somos sem idade, nem nada. Só o que somos.
Mas ela fez 30.
Trinta anos em vinte e três de novembro de 2008.
Era preciso um presente a altura, poxa vida.
Eu adoro dar presentes ao meu amor. Volta e meia dou um presentinho pra ela.
Aconteceu, porém, que bem no aniversário eu não sabia o que dar! Foi então que eu entrei na Imaginarium e comprei para ela um bulldog cofrinho. Sem olhos.
Eu tinha certeza que ela iria amar, já que adoramos bulldog.
Era para entregar no dia 23, domingo, mas como era feriado, estávamos juntos já na quarta-feira. Quando ela viu que era da Imaginarium, já torceu o narizinho lindo.
E quando viu o bulldog, não acreditou.
Ela odiou o presente, e disse que era para eu trazer de volta.
Foi a coisa mais linda.
Era dia de jogo do Brasil no estádio Bezerrão. E esse virou o nome dele:
- Bezerrão.
Eu não trouxe de volta, e ela já se apegou ao cachorrinho que não serve para nada. Só para vigiar a porta.
Quando a conheci, ela tinha 27. E eu achava essa idade tão linda!
27! E eu tinha, fala baixinho:
- 19.
Ela dizia brincando que era para eu esperar fazer 21, que era muito novo, coisa e tal! Novo, eu sou até hoje. Mas ela gosta de mim, fazer o quê?
Porque sou maduro e imbecil, criança e adulto, cretino e lindo, bruto e fofo, delicado e nojento. E é assim que ela gosta de mim.
Uma vez eu disse pra ela, e acho que é verdade. Que se eu e ela tivéssemos a minha idade, ela me acharia infantil!
Acontece que somos muito simples. E conseguimos ser exatamente o que somos. O que somos sem idade, nem nada. Só o que somos.
Mas ela fez 30.
Trinta anos em vinte e três de novembro de 2008.
Era preciso um presente a altura, poxa vida.
Eu adoro dar presentes ao meu amor. Volta e meia dou um presentinho pra ela.
Aconteceu, porém, que bem no aniversário eu não sabia o que dar! Foi então que eu entrei na Imaginarium e comprei para ela um bulldog cofrinho. Sem olhos.
Eu tinha certeza que ela iria amar, já que adoramos bulldog.
Era para entregar no dia 23, domingo, mas como era feriado, estávamos juntos já na quarta-feira. Quando ela viu que era da Imaginarium, já torceu o narizinho lindo.
E quando viu o bulldog, não acreditou.
Ela odiou o presente, e disse que era para eu trazer de volta.
Foi a coisa mais linda.
Era dia de jogo do Brasil no estádio Bezerrão. E esse virou o nome dele:
- Bezerrão.
Eu não trouxe de volta, e ela já se apegou ao cachorrinho que não serve para nada. Só para vigiar a porta.
Eu queria ser perfeito
Agora eu parei com essa mania, mas sempre quando eu e meu amor discutíamos, eu dizia para ela:
- Amor, eu queria ser perfeito!
Nas primeiras vezes deu um bom efeito, porque ela ficava com dó e vinha logo dando beijinhos. Mas como eu não sei nunca a hora de parar, ao contrário dos beijinhos, ela foi me ironizando quando eu falava isso.
- Pára de falar que você queria ser perfeito!
E depois eu falava para brincar mesmo.
Acontece que isso é uma frase falsa.
Eu sou perfeito.
Porque para ser amado tanto assim pela Juliana, só alguém perfeito!
- Amor, eu queria ser perfeito!
Nas primeiras vezes deu um bom efeito, porque ela ficava com dó e vinha logo dando beijinhos. Mas como eu não sei nunca a hora de parar, ao contrário dos beijinhos, ela foi me ironizando quando eu falava isso.
- Pára de falar que você queria ser perfeito!
E depois eu falava para brincar mesmo.
Acontece que isso é uma frase falsa.
Eu sou perfeito.
Porque para ser amado tanto assim pela Juliana, só alguém perfeito!
O tropicão
A Juliana anda na rua como se não fosse o que é.
Como se não fosse a melhor pessoa dos mundos, como se não fosse um tesão, como se todo mundo não olhasse só para ela, como se o mundo não existisse só porque ela existe, como se não andasse lindamente, como se ela não fosse ela.
Um dia ela tropeçou. Olhou para os lados e ficou aliviada, como se ninguém a estivesse olhando.
É CLARO QUE TODO MUNDO OLHA PARA VOCÊ, MEU AMOR!
Como se não fosse a melhor pessoa dos mundos, como se não fosse um tesão, como se todo mundo não olhasse só para ela, como se o mundo não existisse só porque ela existe, como se não andasse lindamente, como se ela não fosse ela.
Um dia ela tropeçou. Olhou para os lados e ficou aliviada, como se ninguém a estivesse olhando.
É CLARO QUE TODO MUNDO OLHA PARA VOCÊ, MEU AMOR!
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