terça-feira, 10 de junho de 2008

Amor sem vesícula #3

Hoje de noite eu liguei pro meu amor sem muitas pretensões de falar com ela. (Mentira) Queria saber da mãe dela como que meu amor estava se passando, se tinha novidade, e se estava tudo bem. (Claro que estava)

A mãe dela atendeu talvez um pouco cansada de me ouvir ligar de novo. (Modéstia) Percebi que a voz dela estava um pouco ansiosa, porque dessa vez alguma coisa diferente poderia acontecer. Eu percebi também que ela ia falar pouquinho e passar para alguém.

Meu coração parecia que ia explodir. (Amor de muito é pouco)

Meu amorzinho atendeu com aquela voz molinha que só ela sabe ter e disse algumas coisinhas que eu me esforcei muito para ouvir. E as ouvi todas direitinho. (Eu pedi para repetir algumas)

Ela disse para eu dormir bem, e nessa hora se eu pudesse e tivesse mais tempo, diria para ela que ela é que tinha que dormir bem, e que não precisaria se preocupar comigo. (Ainda bem que não disse, porque seria inútil: ela sempre se preocupa comigo)

Enfim. O importante era dizer que eu a amo muito, muito, muito, que só penso nela, e que a dor vai passar o mais rápido possível. (Coisas que ela já sabe)

Faltou falar que a minha mãe conseguiu comprar o Billy do Mclanche feliz. (A novidade)

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