Quero inventar uma prece que converta todas as preces numa só, na minha prece.
No começo, os índios ficariam bravos. Eles precisavam tanto da chuva, e eu roubei a dança deles a meu favor. O padre que passou a vida toda sem comer ninguém, também ia ficar puto. "Não comi ninguém e ele roubou a minha prece!"
- Roubei, seu padre.
Mas você vai entender depois. Não é uma prece para grandes revoluções, grandes chuvas ou grandes tsunamis.
É uma prece que dê o efeito de um carinho. De um grande carinho. Do carinho que eu daria no meu amor se estivesse presente naquele quartinho de hospital que deve estar escuro a essa hora.
terça-feira, 10 de junho de 2008
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