Finalmente eu fiz 30 anos!
Desde pequena, sempre sonhei com meus 30 anos. Achava a idade linda porque meus pais eram o máximo para mim, e era essa mais ou menos a idade que eles tinham: Trinta e poucos anos. Achava que finalmente seria feliz aos trinta. Que acabariam as angústias e tudo seria tranqüilo e fácil. Que eu enfrentaria tudo com maturidade.
Quando eu fiz 20 e poucos, comecei a desconfiar que as coisas não eram bem assim. Meus pais já tinham mais de 30 e poucos, e eu já tinha idade para perceber todos os defeitos deles e as frustrações que eles tinham. E vi principalmente que eles já não eram o máximo.
Quanto mais eu me aproximava dos 30, mais percebia que a minha vida não ia mudar. Percebia em mim, percebia nos outros, percebia em tudo. "TUDO SÓ PIORA!"
A minha maior ambição passou a ser não me tornar um poço de frustrações. Eu só pensava, se eu fosse mais rica, será que seria melhor? Se eu fosse mais magra?
Não tinha jeito. O mundo seria sempre o mesmo, só que mais velho. Piorado.
Aí eu conheci o André, numa idade em que eu não queria chegar aos 30; numa idade em que eu não queria nada.
E nem se eu ganhasse na loteria ou virasse uma Gisele Bundchen eu seria mais realizada do que com ele.
(Ele já é rico e me deu uma esteira)
Eu fiz 30, graças a deus, e a vida é linda, mesmo quando tudo ao meu redor não é, mesmo quando tudo parece invisível. Por causa dele.
E nem nos meus sonhos mais lindos de infância ou toda a expectativa da adolescência superou a realidade que são os meus 30 anos.
Com o André.
sábado, 20 de dezembro de 2008
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