Quinta-feira passada era véspera do dia de ver o André.
Eu tava mais ansiosa do que nunca e não conseguia dormir.
Abri e li o livro várias vezes, liguei e desliguei a tv idem, rolei na cama, senti dores e me dei conta de uma coisa que faço todo dia: eu converso com o André!
É aquele falar sem voz, uma conversa mental. Como falar com Deus.
Eu dizia, por exemplo, "tá doendo aqui, Ursinho!" ou "Ai, mas que saudade, amor!".
E notei que eu converso com ele o tempo todo.
Quando vejo as coisas sempre comento com ele, quando leio os livros que ele me dá e acho alguma coisa engraçada eu rio como se fosse pra ele, quando choro eu conto tudo pra ele, quando to esperando o ônibus falo da demora pra ele, e quando vou dormir sempre arrumo a cama pra nós dois. Aliso o espaço da cama que guardo pra ele, digo que ele tá dormindo que nem um anjinho, me aconchego e ponho a mão onde ele estaria.
E no outro dia quando acordo começa a conversa tudo de novo. Digo que quero fazer xixi e que tô com fome e penso "será que ele acordou com frio? será que já chegou na aula? deve estar morrendo de sono..."
As conversas todas só param quando a gente se encontra.
Porque aí não preciso contar mais nada pra ele. A gente tá vivendo tudo juntinho.
E ele diz assim pra mim "Eu tô sempre com você, não paro de pensar em você nem um minutinho"
Eu sei, meu Benzinho!
Porque eu te sinto todo minutinho!
quarta-feira, 14 de maio de 2008
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