Eu e o André às vezes nos desentendemos.
Nosso amor é de muito, e isso é inevitável quando a gente ama muito. Ou mais do que muito. Ou mais do que ama.
Enfim!
Sou sempre eu que brigo.
Eu não brigo. Eu fico brava e magoada e ele nunca sabe o porque.
A gente sofre muito até resolver o desentedimento. A gente sabe que vai ser resolvido. A gente sabe que não vai deixar de se amar por nada. Mas na hora a gente se desespera.
E depois da gente passar uns dias chorando, eu tentando fazer ele entender sentindo na pele, eu ameaçando e depois da gente conversar muuuuuuuito, a gente se entende. Se entende e fica sempre melhor do que antes.
Ele diz que são lindas as minhas razões para brigar com ele. Eu me desculpo por ser tão "exagerada" e fazê-lo sofrer tanto nessas horas.
Ele sempre diz que gosta de mim assim.
E eu gosto dele assim também.
E a gente se desentende porque é muito apaixonado.
A gente chama de briga mas não são brigas.
A gente fica muito aliviado quando passa.
Ele sempre diz que se odeia por me fazer sofrer. E me aperta o coração quando ele se odeia assim.
Eu nunca sinto raiva dele.
E ele sempre resolve tudo.
E a gente sempre se ama mais.
E ele disse : Nossas brigas são como faxinas desnecessárias.
E eu disse: Eu não acho que são desnecessárias!
E ele explicou: São sim. Não precisamos de toda essa briga. Mas depois que elas acontecem, tudo fica melhor.
Vc tem razão, meu Ursinho!
E é lindo o seu jeito de ver as coisas.
E eu não sei como consigo ficar brava com vc!
segunda-feira, 5 de maio de 2008
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